# Mídia digital ou TV? Por que cortar a televisão para economizar pode custar caro

> Em algum momento, numa reunião de diretoria, alguém diz: “O futuro é 100% digital.” Outra pessoa completa: “Então vamos tirar a verba da TV e economizar.”

- URL: https://onegrowth.media/blog/midia-digital-ou-tv
- Publicado em: 2026-10-13
- Autor: Guinter Costa
- Site: One Growth Media (https://onegrowth.media)
- Categoria: Mídia online e offline

Em algum momento, numa reunião de diretoria, alguém diz: “O futuro é 100% digital.” Outra pessoa completa: “Então vamos tirar a verba da TV e economizar.”

Na planilha, faz sentido. O problema costuma aparecer depois, e geralmente no caixa.

Guinter Costa, fundador da One Growth Media, agência com 20 anos de história planejando mídia para empresas, resume o que vem em seguida numa frase que a gente escuta com frequência de empresários: “Tirei a verba da TV e as vendas caíram.”

Este texto não é uma defesa da TV contra o digital. É sobre o que cada meio faz, o que acontece quando você tira um deles do plano e como saber se a TV faz sentido para a sua empresa.

## **O digital não é a versão barata da TV**

Vendeu-se a ideia de que a mídia digital resolveria tudo por bem menos. Para empresas de grande porte, a conta raramente fecha assim.

O digital funciona como um leilão. A cada segundo, a sua marca disputa a atenção da mesma pessoa com milhares de outros anunciantes. Quando você troca um comercial na TV por post impulsionado, não está pagando menos pela mesma coisa. Está comprando outra coisa.

A TV fala com muita gente ao mesmo tempo e coloca a sua marca na cabeça de quem ainda nem estava procurando. O digital sozinho tende a disputar um público que já vê anúncio demais.

## **O que a TV entrega que o anúncio no feed não entrega**

**Confiança.**

O feed está cheio de promessa exagerada e oferta que ninguém sabe de onde veio. As pessoas aprenderam a desconfiar. Na TV, o raciocínio de quem assiste é outro e bem simples: se a empresa está ali, ela tem estrutura, tamanho e operação para estar ali.

Esse crédito não aparece no painel de métricas, mas aparece quando a pessoa decide entre você e um concorrente que ela nunca viu fora do celular.

## **O caso: menos de 20 dias fora da TV**

Um cliente do varejo, com investimento alto em mídia, decidiu cortar 100% da verba de TV e passar tudo para a internet. O plano era ficar pelo menos três meses fora da televisão.

Em menos de 20 dias, as vendas despencaram.

O cliente ligou pedindo para voltar a veicular com urgência. Desde a retomada, a empresa nunca mais saiu da TV.

Um caso não prova uma regra. Mas ele mostra uma coisa que a gente vê se repetir: os anúncios digitais continuaram no ar. O que sumiu foi a parte do plano que fazia as pessoas lembrarem da marca e irem atrás dela.

## **Como TV e digital trabalham juntos**

O consumidor de hoje assiste à TV com o celular na mão. Na prática, o caminho costuma ser este:

**A TV apresenta. **A pessoa vê o comercial e conhece a sua empresa ou a sua oferta.

**O digital captura. **Ali mesmo, ela pesquisa no Google, entra no site, abre o Instagram ou o TikTok da marca para saber mais e, muitas vezes, compra.

**A mídia externa reforça. **Depois, ela vê a marca na rua, em OOH ou DOOH, e a lembrança se fixa.

Por isso a pergunta “TV ou digital?” costuma partir do lugar errado. A pergunta mais útil para o seu planejamento de mídia é: qual o papel de cada canal no seu plano, e o que acontece se um deles sair?

## **Dá para medir o resultado da TV?**

Essa é uma das dúvidas mais comuns de diretores e CMOs. Dá, com algumas técnicas simples:

**QR Code exclusivo. **Um código no comercial que leva para uma página feita só para aquela campanha.

**Canal de atendimento dedicado. **Um WhatsApp ou ramal que só aparece na TV. Tudo que chega por ali veio do comercial.

**Cupom ou oferta rastreável. **Uma condição ou código promocional exclusivo para quem viu a campanha na televisão.

Nenhuma dessas técnicas captura tudo, porque muita gente vê o comercial e depois busca a marca pelo nome, sem passar por QR Code nem cupom. Mas, juntas, dão uma leitura muito melhor do que “a gente acha que funciona”.

## **Quando a gente não recomendaria TV**

A TV não é para todo mundo. Ela deixa de fazer sentido quando:

**O seu público é muito nichado. **Você pagaria para falar com milhões de pessoas para alcançar algumas centenas.

**A sua operação não aguenta o pico. **Se o atendimento, o estoque ou a equipe não dão conta do volume que a TV gera, o comercial vira fila, reclamação e reputação arranhada.

Nesses casos, a gente prefere dizer isso antes de montar qualquer plano.

## **Se a sua empresa está nessa discussão agora**

Se a sua diretoria está pensando em cortar a TV, ou se você já cortou e os números mudaram, vale olhar o plano inteiro antes de decidir.

É isso que a assessoria de marketing da One faz: a gente entende o papel que cada canal cumpre hoje, TV, digital e mídia externa, mostra onde está o risco de tirar um deles e organiza o plano para os três trabalharem juntos.

[Entender como funciona a assessoria da One](https://onegrowth.media/como-funciona)
